terça-feira, 1 de outubro de 2013

Discurso em defesa do Estado Democrático de Direito e da Educação


Não é de hoje que se diz que "violência atrai violência".

 Existem dois tipos de educação:

1- a que vem de casa, que nos dá princípios morais, honestidade, lealdade, corrige falhas de caráter e se mostra o valor das coisas e das pessoas, ensinando a repeitar o próximo sempre etc.

2- a que vem da escola, que nos dá noções de cultura, cidadania, de como viver em sociedade, de democracia etc.

Ambas são indispensáveis pra formação do caráter do indivíduo. E como podemos observar nos dias de hoje, com os recentes acontecimentos, existem falhas nas duas.

Existem algumas formas de se educar um indivíduo:

1- Com carinho, respeito, amor, atenção

2- Com bons e admiráveis exemplos


3- Deixando que a vida o ensine com suas intempéries dolorosas


4- Com o rigor da lei.

Nenhuma delas inclui força, agressão física e violência de qualquer espécie. Essas atitudes geram revolta e retorno violento, criando um círculo vicioso, que gera uma sociedade desintegrada, não verdadeiramente socializada, eivada de vícios negativos, que levam a doenças mentais, comportamentais e sociais; e; consequentemente a uma sociedade antidemocrática que é facilmente manipulada pela falta de cultura, facilmente corrompida pela inversão de princípios morais, vazia, sem sentimentos, com um profundo vácuo dentro de si, fazendo dos indivíduos criaturas "zumbificadas", as quais nem mesmo enxergam a própria imagem monstruosa no espelho.

Criaturas que sabem o que é certo, mas possuem uma limitação mental, que as impede de raciocinar de forma cristalina e agir da forma adequada ao bom convívio social.

Talvez, seja resultado de educação familiar violenta; talvez seja resultado do sucateamento da educação escolar desde a pré-escola até a formação dos profissionais; talvez seja efeito de excesso de televisão e vídeo games; talvez seja ausência de hábito da leitura (que a muito deixou de ser incentivada); talvez seja resíduo de uma sociedade reprimida pela ditadura que quando teve a liberdade em suas mãos não soube administrá-la dando oportunidade a oportunistas de exercerem o poder na forma de uma ditadura camuflada, que iludem o povo com a utopia de viver uma democracia, que está longe de acontecer de fato.

Talvez, seja apenas falta de olhar pro espelho consertar a si mesmo; olhar ao lado e enxergar ao próximo. Talvez, ausência da capacidade de amar de forma desmedida e desinteressada. E, é essa nossa atual realidade, uma série de "talvez", que TALVEZ, nunca sejam esclarecidos.

"O poder emana do povo e para o povo". (Rousseau)
"Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição". (Constituição Federativa do Brasil - 1988)

Mas, como pode o povo exercer seu poder, sem mesmo conhecer a proporção, a dimensão e capacidade que esse poder possui, além de não ter controle sobre o mesmo, devido a ignorância causada pela ausência de educação, informação e cultura? Mais uma pergunta que, TALVEZ, nunca seja respondida.


Valorizem os professores, começando por formar bons profissionais da Educação e a respeitá-los, tratando-os com dignidade e respeito.

Por Luana Rocha.

Nenhum comentário:

Postar um comentário